sábado, 24 de outubro de 2015

Campeonato Brasileiro de Sêniores e Veteranos.



São Paulo/SP - 10 a 13 de dezembro de 2015

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Fonte: MF Adriano Caldeira


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Chessmagic - Número 11 de la Revista 'Ajedrez social y terapéutico' - ACTUALIDAD - Artículos

Chessmagic - Número 11 de la Revista 'Ajedrez social y terapéutico' - ACTUALIDAD - Artículos



ACTUALIDAD : Número 11 de la Revista "Ajedrez social y terapéutico"
Enviado por montero el 2/6/2015 20:30:00 (1619 Lecturas)
La revista “Ajedrez social y terapéutico” coeditada por la Fundación Jóvenes y Deporte de Extremadura y el Club Magic Extremadura, lanza su undécimo número. Realmente nos complace constatar que la actividad social, terapéutica y educacional del ajedrez realmente no cesa, sino que no deja de aumentar.



Entre los eventos próximos relacionados con las aplicaciones sociales y terapéuticas del ajedrez, el próximo 20 de junio se celebran las IV Jornadas de Navacerrada donde además tendremos la oportunidad desde el Club Magic de ofrecer un taller paralelo donde mostrar las técnicas de entrenamiento cognitivo que hemos desarrollado con mayores, adicciones y en otras utilidades.



Pasando ya a los contenidos de la revista, hemos reservado la portada y la entrevista para Juan Luis Jaureguiberry, docente y Coordinador del Plan de Ajedrez Escolar avalado por las autoridades argentinas en la provincia de Santa Fe. Jaureguiberry realiza una gran labor en cuanto a número de alumnos, en cuanto a calidad y en cuanto a las sinergias –sociales y educativas- que se pueden conseguir a través del ajedrez.



El psicólogo Carlos Martínez Piqueras escribe un magnífico artículo sobre Inteligencia Emocional y ajedrez. El Coordinador del Área de Psicología de la Federación Valenciana no se queda en lo meramente teórico, sino que narra supuestos prácticos muy concretos que pueden ser muy útiles en la labor de los monitores de ajedrez.



Como muy útil es también la segunda parte del artículo comenzado en el número 10, del Maestro Internacional Diego Adla, sobre el bagaje didáctico (Portafolio) que debe reunir el monitor de ajedrez.



Desde Albacete en España, el ajedrecista y Licenciado en Ciencias de la Actividad Física y el Deporte Pablo Tierraseca Montero, nos ofrece un artículo sobre creatividad y ajedrez, con imágenes curiosísimas y con ideas creo que sumamente interesantes. Como interesante es el artículo del monitor Base de la FEDA y estudiante de Musicología, Alejandro Sebastián Enesco, que realiza una semblanza de las relaciones entre Música y ajedrez. El autor establece idas, apunta conexiones sociales y avanza hasta el momento más reciente.



Y por último, el Doctor en Ciencias de la Educación Joaquín Fernández Amigo, realiza un artículo recopilatorio de las actividades de la Asociación ajEDU, que posee el valor de ofrecernos muchos motivos para ampliar nuestros horizontes en el campo del ajedrez.



Os dejamos ya con este número:





Descargar Revista Nro 11. Junio-2015

(En la zona de descargas se puede acceder a números anteriores de la revista).

Quem Deve Ensinar Xadrez?

Quem Deve Ensinar Xadrez?

         Nos últimos anos tem sido observado um considerável desenvolvimento no ensino e na prática do xadrez. Este fenômeno se deve principalmente ao número cada vez maior de escolas que têm incluído o xadrez como uma de suas atividades pedagógicas – algumas o fizeram como disciplina formal; outras, a maior parte, como atividade extracurricular ou exclusivamente como modalidade em competições desportivas.

         Ao se introduzir o xadrez como atividade escolar, depara-se com algumas questões fundamentais, tais como: Que freqüência devem ter as aulas? Qual a carga horária adequada? Deve-se avaliar a aprendizagem? Como avaliar? Quem está apto a ensinar?

         Esta última é a questão de que nos ocuparemos no presente texto. Sem entrar na discussão que ora se trava em torno da questão do xadrez enquanto esporte e, conseqüentemente da exigência de se ter formação em educação física para ministrá-lo – o que é, no mínimo, questionável – procuraremos estabelecer alguns parâmetros a fim de traçar um perfil de quem deve assumir a prática do ensino de xadrez na escola.

         Há dois pontos de vista mais relevantes a confrontar: primeiro, o daqueles que sustentam que para se ensinar xadrez é necessário, antes de tudo, ser um forte e experiente jogador; segundo, o ponto de vista dos que preconizam a necessidade de se ter, principalmente, formação pedagógica e experiência em educação – a par de conhecimentos técnicos básicos – para se estar apto a ensinar xadrez.

         Embora a oposição desses pontos de vista esteja aqui estabelecida no nível de ensino elementar, será proveitoso para a elucidação da questão proposta fazer um paralelo com o treinamento enxadrístico de alto nível.

         Ao questionar sobre os requisitos necessários a um treinador de xadrez, o famoso Grande Mestre e teórico soviético Aleksander Kotov (1913-1981) propõe algumas perguntas tais como: “Que tipo de qualificação e formação devem ser requeridas?”, “O treinador deve ser um forte jogador que já não participe mais, pela idade, dos torneios de primeira linha?” ou “Esta tarefa pode ser assumida por um jovem mestre?".

         Para Kotov, há que se distinguir o “segundo” (o analista que acompanha o jogador durante determinada competição) do treinador (“aquele que convive com o seu pupilo no dia-a-dia dedicando grande atenção ao trabalho de preparação do enxadrista”).

         Kotov cita alguns exemplos de treinadores que também atuavam como enxadristas de competição, como Mark Dvoriétski (treinador de vários Mestres e Grandes Mestres) e Viatcheslav Ragozin (treinador do ex-campeão mundial Botvínnik).

         Essa condição de combinar a atividade de treinador com a de jogador de competição de alto nível, quase todos hão de concordar que seja a ideal. Segundo Kotov, o próprio Dvoriétski afirma: "Gosto de me defrontar no tabuleiro com fortes jogadores, e minhas impressões como jogador prático podem-me ser úteis no trabalho como treinador”.

         Todavia nem sempre é possível contar com treinadores que ao mesmo tempo sejam competidores de alto nível. Seria tal impossibilidade um prejuízo para o desempenho do treinador? A princípio parece evidente que ‘não se pode ensinar o que não se faz’. Entretanto podem ser observados exemplos que contradizem esse pensamento.

         Em sua obra, Kotov discorre sobre a “Escola de Xadrez de Kart”, dirigida pelo treinador Victor Emmanuelovitch Kart. De acordo com Kotov, Kart é um fenômeno surpreendente no mundo enxadrístico, pois embora não tenha sido um jogador de destaque nem tenha se aproximado do nível de um Grande Mestre e nem sequer obtido o título de Mestre, Kart foi responsável pelo desenvolvimento de todo um grupo de destacados Grandes Mestres, que espalharam pelo mundo a fama da “Escola de Lvov”.

         Como exemplos, o autor cita Aleksander Beliávski, Iossif Dórfman, Adrian Mikhaltchishin, Marta Litínskaia, etc. Qual seria, então, o segredo do sucesso de Kart? Kotov cita o próprio treinador: “É provável que a característica principal de nosso trabalho seja o desenvolvimento do caráter e do gosto pelo trabalho árduo. Somente as pessoas de caráter forte podem obter resultados competitivos de destaque”. Mas não é só isso, Dvoriétski – ainda segundo Kotov – “chamou a atenção sobre o êxito conseguido por Kart ao desenvolver os melhores aspectos de seus discípulos, apesar de suas diferentes personalidades e estilos de jogo. Posso confirmar isso – continua o autor – e devo expressar minha admiração pelo espírito de amizade, compreensão e respeito mútuo que está presente nesta famosa instituição”.

         Kotov também considera surpreendente o sucesso obtido pela “Escola de Xadrez de Karseladze”, situada na Geórgia, famosa pela formação de grandes representantes do xadrez feminino, como as campeãs mundiais Nona Gaprindashvili e Maia Tchiburdanidze. Vakhtan Karseladze, responsável pela escola, não era um jogador de destaque. Ele também contribuiu na formação do Grande Mestre georgiano Tomaz Georgadze, como nos conta Kotov.

         A partir desses depoimentos, podemos verificar que há outras qualidades, que não a competência como jogador, determinantes para o êxito de um treinador em sua missão.

         Todo esse questionamento acerca das aptidões do treinador de xadrez pode ser projetado – obviamente guardadas as devidas proporções – no âmbito do ensino do xadrez escolar. Verificamos que não só as questões levantadas, mas também os pontos de vista em oposição se equivalem, de modo que podem ser ilustrados no esquema apresentado a seguir.

         Essa correspondência não é meramente casual. Se nos concentrarmos no âmbito do ensino de xadrez no nível escolar, também encontraremos exemplos que demonstram a obtenção de melhores resultados pedagógicos, e muitas vezes também competitivos (embora este não seja o principal objetivo do xadrez escolar), quando o responsável pelo ensino de xadrez é uma pessoa com formação pedagógica e experiência em educação e não necessariamente um jogador de competição.

         De qualquer forma, para que sejam alcançados os resultados esperados, é preciso que o profissional tenha amor pelo xadrez e gosto em ensiná-lo, competência pedagógica e desempenho didático satisfatório.

         Isso pode ser objetivado em ações tais como: determinar com clareza os objetivos; preparar bons materiais; motivar o aluno; buscar desenvolver “o caráter e o gosto pelo trabalho árduo” (Kart) e “um ambiente de amizade, compreensão e respeito mútuo” (Kotov).

Chess Queen.

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Pawn Sacrifice Competition!

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Hi everybody!
As you probably know the Bleecker Street’s new film PAWN SACRIFICE movie is coming out on September 25th (watch trailer). I’m glad to tell you that I have a special give-away competition from Bleecker Street. Since the movie is about World Champion Bobby Fischer, you need to offer the best way to proceed in the position above. This position is from the 6th game of the World Championship Match of 1972 between Bobby Fischer and Boris Spassky.  What did Bobby play on the 20th move with white? 
The first person from the Miami/Ft. Lauderdale area who answers correctly will win the grand prize, several other prizes for winners of other areas.
Since it's so important to know your classics, I'm also giving away as prizes, the best interactive anthology of 10 World Champions ever made for the PC. If you don't win it, you can get it at a great discount. Check out also big discounts on the new 2015 Chess Assistant, also -60% on the new Tactics in Openings interactive series, and of course the new 2015 Chess King versions for PC or Mac.
I hope to see one of you at the movie showing of Pawn Sacrifice!
Alexandra Kosteniuk, 12th women's world chess champion 
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I won the Irkutsk Rapid in July
 
How does white win? Think about it a couple minutes and see the answer here.
 
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Anand x Carlsen - Partida 1 - Campeonato Mundial de Xadrez de 2014 [ Xad...

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A importância do ensino do xadrez nas escolas.

A importância do ensino do xadrez nas escolas



 Conforme NUNO COBRA, um dos maiores especialistas em educação física do país, “o xadrez é realmente um excelente exercício para o cérebro e exige muito das emoções. A pessoa adquire um senso muito prático de organização, concentração e desenvolve de forma muito especial a memória. O xadrez trabalha a imaginação, memorização, planejamento e paciência. Nas escolas do primeiro mundo, o xadrez já é praticado há décadas, onde os alunos além de todo esse desenvolvimento citado, melhoram muito sua disciplina, relacionamento com as pessoas, respeito às leis, às regras” […].
De fato, muitas pesquisas educativas relacionadas com o xadrez provam a influência positiva deste jogo sobre seus praticantes. Por exemplo, há mais de 100 anos, BINET foi o primeiro que começou a estabelecer as relações entre o xadrez e sua influência sobre aspectos da mente, tais como inteligência, concentração, imaginação e memória. Mais recentemente, na “Venezuela, o Ministério da Educação apresentou conclusões significativas sobre o chamado Projeto Xadrez: o estudo sistemático do xadrez não somente estimula a inteligência, como os avanços alcançados no campo intelectual tendem a manter-se no tempo”.
Em entrevista cedida à revista Veja, o ex-campeão mundial GARRY KASPAROV aponta que “o xadrez ajuda a melhorar a atenção, a disciplina, o pensamento lógico e a imaginação. Não é por acaso que, nas 13.000 escolas americanas onde se ensina xadrez, as crianças têm melhor desempenho em disciplinas como matemática e redação. Elas também demonstram ter um senso de responsabilidade mais aguçado”.Na seqüência, o entrevistador indagou: qual é a relação entre xadrez e senso de responsabilidade? O Grande Mestre Internacional, brilhantemente, respondeu: “está na moda dizer que tudo que acontece de ruim é responsabilidade de todo mundo. O jogo coloca as coisas no seu devido lugar: é você quem responde pelo movimento de suas peças, e mais ninguém. Como na vida, você é o único responsável pelos próprios atos”.
Valioso é também o ensinamento do Árbitro Internacional de xadrez ESTEVÃO TAVARES NETO: “o xadrez proporciona a um praticante criatividade, concentração, memorização, paciência, disciplina, respeito a adversários, árbitros e leis e isso já é o suficiente para formar um cidadão com o caráter que a sociedade exige e em condições adequadas para ser bem sucedido na vida”.
Tais assertivas não são inventadas. Elas fundamentam-se em análises das inúmeras experiências feitas com o xadrez aplicado nas escolas e em outros segmentos da sociedade. Basta tomarmos mais um exemplo, o da Inglaterra, onde, após introduzido o ensino de xadrez no currículo de algumas escolas, o aprendizado subiu de nível.
O ensino de xadrez é também defendido por WILSON DA SILVA, mestre em Educação pela UFPR e doutorando também em Educação pela UNICAMP. Para ele “o xadrez merece crédito, porque ensina às crianças o mais importante na solução de um problema, que é saber olhar e entender a realidade que se apresenta. […]. É comum notar crianças fracassando em matemática, por exemplo, por não entenderem o que o enunciado do problema lhes diz. Não sabem analisá-lo, aprendem fórmulas de memória; quando encontram textos diferentes não acham a resposta correta. […]. Em uma época na qual os conhecimentos nos ultrapassam em quantidade e a vida é efêmera, uma das melhores lições que a criança pode aprender na escola é como organizar seu pensamento, e acreditamos que essa valiosa lição pode ser obtida mediante o estudo e a xadrez”                 
Em Varginha, há alguns anos temos ensinado xadrez em escolas  municipais,  contando com  o apoio da Secretaria de Esportes,  este ano ainda não obtivemos resposta  ao projeto de ampliação do ensino para outra escola,  além da  Escola Municipal Santinha Sales e da Escola Municipal Maria Aparecida Abreu.  Com a palavra… o senhor prefeito.
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O Ensino de Xadrez como Ferramenta Pedagógica.

O ensino de xadrez como ferramenta pedagógica


xadrezO jogo de xadrez é considerado pelos estudiosos como um importante instrumento pedagógico que pode ajudar bastante no desenvolvimento da relação ensino-aprendizagem nas escolas.

A prática enxadrística estimula o desenvolvimento de habilidades cognitivas como atenção, concentração, raciocínio lógico, memória, organização de ideias, imaginação, antecipação, espírito de decisão, autocontrole, disciplina, perseverança etc.

Para Antonio Villar Marques de Sá, Professor Associado da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e um dos maiores especialistas em Pedagogia Enxadrística do Brasil, o xadrez, por se tratar de um jogo complexo, é uma das melhores atividades para desenvolver a capacidade intelectual dos jovens.

“As crianças se desenvolvem muito bem no xadrez, apesar do estereótipo de que o xadrez é uma atividade para pessoas muito inteligentes ou ricas. É uma atividade muito socializadora. Pode ser trabalhada com pessoas de todas as classes sociais, de qualquer idade, sexo, portadores de deficiências...

Para o professor de Matemática e funcionário do NTE (Núcleo de Tecnologia Educacional) de Itaperuna (RJ), Jorge Wilson Martins da Rocha, o xadrez deve ser utilizado sim como ferramenta pedagógica nas escolas, mas deve ser ensinado tanto por um jogador, que vai mostrar como se joga, quanto por um professor, que irá desenvolver o lado pedagógico da atividade. É fundamental a mescla entre o conhecimento pedagógico e o conhecimento específico do xadrez para que se obtenham bons resultados.

Jorge Wilson é tricampeão estadual do Espírito Santo. Em Itaperuna, o professor dá aulas de xadrez no Centro Educacional Rocha, no Centro Educacional Redentor, no Colégio Estadual Rotary e na escola particular Guimarães.
Os especialistas acreditam que as crianças podem ser iniciadas no xadrez desde pequenas. Baseada em trabalhos que desenvolveu em pré-escolas do município de Bauru (SP), Rosa Maria Fernandes Scalvi, Doutora em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que a partir dos cinco anos de idade a criança já apresenta habilidades para aprender os primeiros movimentos, o valor das peças etc.

“Com sete anos a criança já é capaz de prever lances, elaborar estratégias e começar a entender as regras não só do jogo de xadrez, como de qualquer outro, entendendo que nem sempre é possível ganhar, que a quantidade de peças não significa superioridade no jogo etc.”, avalia Rosa Maria.

Já o Professor Antonio Villar acredita que a idade ideal para uma criança enveredar pelos caminhos do xadrez seria aos oito anos, o que não impede que ela comece a ter os primeiros contatos com as peças e o tabuleiro antes disso.

Para Wilson da Silva, mestre em Educação pela UFPR e doutorando também em Educação pela Unicamp, o xadrez merece crédito porque ensina às crianças o mais importante na solução de um problema, que é saber olhar e entender a realidade que se apresenta. “É comum notar crianças fracassando em matemática, por exemplo, por não entenderem o que o enunciado do problema lhes diz. Não sabem analisá-lo, aprendem fórmulas de memória; quando encontram textos diferentes não acham a resposta correta. [...]. Em uma época na qual os conhecimentos nos ultrapassam em quantidade e a vida é efêmera, uma das melhores lições que a criança pode aprender na escola é como organizar seu pensamento, e acreditamos que essa valiosa lição pode ser obtida mediante o estudo e a prática do xadrez”, destaca Wilson da Silva.

Na sociedade de hoje não basta apenas ter o conhecimento, é preciso rapidez de raciocínio para tomada de decisão. Estamos sempre tendo que pensar em soluções para problemas cada vez mais urgentes e complicados. Por isso é muito importante ser criativo, usar a imaginação. Para tudo isso, o xadrez é uma ótima ferramenta.

Para Hindenburg Melão Jr., que entrou para o Guinness Book em 1998 com o “recorde mundial de xeque-mate anunciado mais longo em simultânea de xadrez às cegas”, é necessário que se façam algumas ressalvas quanto ao uso do xadrez como ferramenta pedagógica.

“Infelizmente não há, que eu saiba, estudos bem conduzidos com a finalidade de avaliar os efeitos do Xadrez sobre o rendimento escolar ou sobre a evolução das faculdades intelectuais. Há muitos estudos, porém todos pecam em muitos aspectos. Um dos mais completos que conheço foi desenvolvido por Albert Frank, durante o período de 20 anos em que viveu na África, ensinando xadrez e Matemática a crianças e jovens. Albert é professor de Lógica e Matemática na Universidade de Bruxelas, árbitro internacional em várias revistas especializadas e fundador de uma sociedade internacional voltada para especialistas em Lógica e Puzzles chamada Ludomind. Recentemente foi campeão veterano da Bélgica, portanto possui uma excelente bagagem tanto para o ensino de xadrez quanto para o uso de ferramentas estatísticas de bom nível para investigar os resultados do estudo. No entanto, por limitações orçamentárias e de pessoal (professores) para colaborar, os estudos não tiveram como ser tão rigorosos quanto seria necessário, e as conclusões ficaram comprometidas. Há muitos estudos na Romênia, na Rússia, na Alemanha, na Inglaterra e em outros países. Até mesmo no Brasil há vários estudos que foram publicados nas extintas revistas Preto & Branco e Xadrez Coop, de trabalhos realizados por Antonio Villar Marques de Sá, Damaris Hadad, Joaquim de Deus Filho e outros. No entanto, os resultados anunciados nestas revistas carecem de teor científico por vários motivos metodológicos e técnicos. Um estudo de Joaquim de Deus Filho, por exemplo, se não me engano, se baseava numa amostra com 32 alunos. É um número muito pequeno, e não houve nenhum estudo com ferramentas estatísticas que permitisse isolar as variáveis que se desejava estudar. Apesar de todas estas ressalvas, intuitivamente me parece muito coerente supor que o Xadrez tenha um papel muito importante no desenvolvimento intelectual, por exercitar muitas habilidades diferentes e por tornar o raciocínio mais organizado. Isso pode ter aplicação em todas as áreas do conhecimento”, destaca Melão.

Antonio Villar acrescenta ainda que o xadrez se apresenta como um excelente instrumento na formação de futuros professores das mais diversas disciplinas, uma vez que favorece a compreensão da estrutura do pensamento lógico, o que facilitará a transmissão dos conhecimentos aos seus alunos.

Outros benefícios do xadrez:

- Estimula a auto-estima, a competição saudável e o trabalho em equipe;

- Pode ser usado como elemento estruturador do tempo livre do indivíduo;

- Por ser um jogo de regras, dita uma pauta ética em um momento propício para a aquisição de valores morais.

Fonte: conexaoprofessor